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sábado, 1 de maio de 2010

O primeiro romance do mundo pode ter sido de uma mulher


Murasaki Shikibu (978? - 1026?) nasceu na antiga capital do Império do Sol Nascente, dita Heian-Kyo, hoje Quioto. De Origem aristocrática, Lady Murasaki, como é conhecida no Ocidente, viveu na corte do imperador Fujiwara no Michinaga, que governou o Japão no final do século X - época conhecida como o Período Heian. Seu nome verdadeiro é desconhecido e a principal fonte de conhecimento sobre sua vida é um diário, onde com acuidade fez um registro e análise do monótono cotidiano de uma mulher nobre do período.

Seu romance Genji Monogatari ou a História de Genji, é geralmente considerado o maior trabalho da literatura japonesa e, talvez, o mais antigo romance do mundo. Sua narrativa é fluente e dotada de agudeza psicológica, mas excessivamente longa e complexa. Não obstante a história é apaixonante e Genji lembra, em certas passagens, o Dom Juan de Lord Byron. Comparada a Jane Austen e Virginia Woolf, Lady Murasaki é irônica e intimista, e às vezes parece antecipar Freud ao demonstrar, sutilmente, como as transferências eróticas podem ser substituições de relacionamentos passados. O crítico norte-americano, Harold Bloom, que incluiu Lady Murasaki entre os 100 maiores gênios da literatura, disse que "a História de Genji está para cultura japonesa assim como Dom Quixote está para a cultura ocidental."

quarta-feira, 28 de abril de 2010

O maior QI do mundo é nosso

A norte-americana Marilyn von Savant conseguiu figurar no livro Guinness de recordes com o mais alto quociente de inteligência já medido: 228 pontos.

Marilyn von Savant, nascida nos EUA em 11 de Agosto de 1946, conseguiu uma façanha: figurar no livro Guinness de recordes com o mais alto quociente de inteligência - QI já medido: 228 pontos. O segundo da lista é um homem e não passa nem perto dela, com 197 pontos. Aos 10 anos, quando fez um teste de inteligência, Marilyn não ultrapassou os 167 pontos. No entanto, em 1984, submetida a oito provas alcançou os pontos que lhe deram a fama da noite para o dia. Modesta, Marilyn afirmou, na época, que não se deve supervalorizar as provas pois elas se baseiam unicamente no pensamento lógico. "Ter um quociente intelectual muito alto não garante a felicidade de ninguém. As pessoas se aproximam de mim achando que sou um monstro, os homens principalmente, que agem agressivamente para tentar superar o sentimento de inferioridade que eu lhes provoco", ponderou ela.

terça-feira, 27 de abril de 2010

A Estátua da Liberdade é mais feminina do que parece


A Estátua da Liberdade para os milhões de emigrantes que procuram na terra norte-americana um abrigo seguro, é o símbolo da promessa de liberdade. Mas o que poucos sabem, é que o poema gravado nos pés da estátua, famoso em todo solo americano, e que expressa a angústia e a esperança destes homens, é de autoria de uma poetisa norte-americana, Emma Lazarus, nascida em 1849.

"Venham a mim os exaustos, os pobres, as massas confusas ansiando por respirar liberdade"

terça-feira, 6 de abril de 2010

As possibilidades são infinitas...

por Katia Thomaz

O médico e jornalista Ricardo Coler, especialista em sociedades matriarcais, poligâmicas e poliândricas, relata n'O Reino da Mulheres [Editora Planeta do Brasil, 2008] sua interessante viagem ao povoado de Loshui, na China. Encravados entre as montanhas, vivem 25 mil habitantes da comunidade Mosuo, uma das últimas sociedades matriarcais de todo o mundo.
Destacam-se, a seguir, algumas passagens do livro para reflexão:

"No resto do planeta, os homens ocupam, por ampla maioria, os lugares de decisão e os postos de poder. Não é assim entre os Mosuo. Em Loshui, a propriedade está sempre nas mãos da mulher e, quando chega o momento, só as filhas podem herdar. Elas são donas de fazer e desfazer a seu bel-prazer. Na aldeia não há dama que careça de oportunidades, que não seja digna de consideração ou que se encontre submetida ao arbítrio da sociedade. [...] Isso significa que aqui não há quem precisa libertar-se por sua condição de mulher. São e foram livres desde sempre. O que acontece na sociedade matriarcal é fruto de uma cultura onde a condição feminina se impõe sem restrições masculinas." (p. 69-70)

"O matriarcado não é uma questão de regras que melhoram o lugar e o direito da mulher. O matriarcado é uma simples questão de atitude; o resto são referências bibliográficas. É preciso ver quem tem o comando, e não basta que as relações entre homens e mulheres sejam igualitárias. Quando a sociedade é realmente uma sociedade matriarcal, sente-se o peso da hierarquia feminina na vida cotidiana. É mister que, quando falam com um homem, façam-no com uma postura erguida, que na voz se note a autoridade, e que, quando derem uma opinião não haja lugar a dúvidas. A atitude é o que define uma sociedade como matriarcal. (p. 70-71)

"Os Mosuo denominam 'família' os que têm um laço de sangue direto entre si e convivem na mesma propriedade, a casa do clã. A figura principal é a matriarca. Com ela moram seus filhos, sua mãe e seus irmãos, tanto homens quanto mulheres. Também fazem parte do grupo os filhos das irmãs e os netos. Não existem maridos. Os homens sem laço sanguíneo direto com a matriarca pertencem a outra casa e dormem sob outro teto. Isso implica total ausência de pais e avôs, que são desconhecidos ou, na melhor das hipóteses, são considerados de outra família. Os homens que habitam a propriedade são somente irmãos, tios e filhos." (p. 48)

" Após a cerimônia de iniciação, cada mulher da aldeia tem acesso a um quarto próprio. Esta é uma diferença acentuada em relação aos homens. Eles moram com suas mães, onde têm designados aposentos de uso comum.
As mulheres, por sua vez, contam com um local reservado, um lugar onde podem ficar sozinhas, velar seus detalhes e tornar-se íntimas. Entrará exclusivamente quem elas quiserem e quando elas determinarem.
Na porta do quarto, há um gancho de madeira. Ali o companheiro que ela escolher para visitá-la esta noite pendura o gorro. O gorro na porta é um sinal, avisa a qualquer outro que venha tentar a sorte que a mulher está ocupada e não deseja ser incomodada.
O vínculo amoroso é chamado de axia, ou casamento andante. O casamento andante parece-se muito pouco ao que no Ocidente se entende por casamento. Cada um mora em sua casa. À noite, o homem visita o quarto da mulher com quem marcou um encontro. Xia, significa amantes, e neste caso, a letra 'a' é um simples prefixo que indica intimidade. [...] Manter esse tipo de relação não implica nenhum vínculo. A visita dura o que durar a noite e não significa tornar a se ver. [...] Tanto os membros de outras aldeias quanto os viajantes podem ter axia com as mulheres Mosuo. Mas elas têm o cuidado de não permitir a entrada se forem de trato pouco amável ou se gostarem de expressar-se com termos obscenos. [...] As damas dispõem ainda de outro privilégio. Quando preferem, fecham a porta." (p. 29-31)

"A família matriarcal é incompatível com o casamento, todos os seus integrantes são consaguíneos. E a sensualidade, essa atividade que pode ser maravilhosa, mas que também é um pouco complexa, nunca bem resolvida nem totalmente satisfeita, que é ao mesmo tempo fonte de prazer e de alto grau de instabilidade, nunca fundamenta um lar. Para praticá-la, devem sair de seus limites. Isso lhes dá a liberdade de apaixonar-se sem correr o risco de, se não der certo, perder amor e família ao mesmo tempo." (p. 85)

"O status das amigas nas família Mosuo é algo que chama a atenção. São muito próximas, dividem seus assuntos e mantêm-se a par das novidades. Quando entro em uma casa Mosuo é frequente que alguma das mulheres saia em busca da amiga. Voltam de mãos dadas, excitadas pela presença do estrangeiro, e depois se sentam para compartilhar a experiência e opinar ao mesmo tempo. Minha visita é um evento que não pode ocorrer sem que uma amiga o presencie. Riem juntas, acostumadas a um mesmo código de humor. Seguram-se as mãos, abraçam-se, tocam seus rostos." (p. 92)

segunda-feira, 29 de março de 2010

O relógio

Criado como acessório feminino por Abraham Lois Gréguet, por volta de 1814, por encomenda da Princesa Carolina Murat, irmã de Napoleão Bonaparte, o relógio de pulso popularizou-se a partir de 1868 com o modelo também feminino criado por Anthony Patek e Adrien Philippe, fundadores da Patek Philippe.

Coube ao brasileiro Santos Dumont a primazia de introduzir o relógio no universo masculino, ao pedir para o amigo joalheiro Louis Cartier, já no século XX, a criação de um modelo que favorecesse o controle do tempo durante suas experiências aeronáuticas. Cartier então adaptou um modelo feminino, acrescentando a ele a pulseira de couro.

Assim, muito além da conveniência, o relógio de pulso caracteriza-se desde sua origem como acessório de moda.